Acho uma tarefa muito ingrata e from hell sabe?
Que fique aqui registrado o dia em que eu venci as etiquetas.
RÁ! Chupa essa World 2007!
[...] A gente reclama que não tem tempo, mas esquece que, há pouco tempo, a gente tinha que ir a um orelhão para telefonar, parar para escrever uma carta, levar ao correio e esquentar uma comida na panela. Hoje, o celular, a internet, e o micro-ondas encurtaram o tempo, e eu tenho a sensação de que tenho menos tempo ainda.A vida se tornou barulhenta. Às vezes, tenho saudade de gastar tempo com o silêncio, de ouvir uma música inteira, de não ter que fazer nada, de ter tempo pra tristeza, de não ter caneta pra anotar meus afazeres, que eram apenas afazeres.Tempo para ser complexa. Para chorar e me recuperar sem ter que colocar uns óculos e sair correndo. Eu desligava o celular e desligava a mim. Hoje, se quiser me desligar, nem sei mais onde fica o botão. Não tenho mais tempo pra sentir o tempo. Talvez porque a gente tenha se ocupado demais para suprir nossos desejos que a gente nem tem tempo de saber quais são. E hoje a frase que mais repito é: ‘Não dá tempo’.Porque será que na infância a gente não pensava no tempo? E, na adolescência, a gente queria que ele passasse rápido? Porque será que os homens só pensam no tempo quando aparecem os cabelos brancos?Mas eu queria saber mesmo é quem inventou que o dia só tem 24 horas? Quem fez essa conta errada? Algum homem, é claro, casado com alguma mulher que consegue cumprir sua listinha todos os dias.